É a primeira pergunta de quase toda a gente, e a resposta honesta é que depende. Não do género de depende que serve para não responder: depende de coisas concretas, que dá para perceber em cinco minutos.
O que se segue é o que conseguimos dizer com fontes. Não vai encontrar aqui uma tabela de preços médios inventada, e mais abaixo explicamos porquê.
Num lar de uma misericórdia, associação ou centro paroquial com acordo com a Segurança Social, não há tabela de preços. A mensalidade chama-se comparticipação familiar e é calculada sobre o rendimento de quem vai ser acolhido. Duas pessoas na mesma casa, no mesmo quarto, pagam valores diferentes.
Num lar privado com fins lucrativos há uma tabela, que varia com o tipo de quarto e o grau de dependência. Sabe o valor antes de entrar e não depende do que a família ganha.
Esta diferença é importante porque a maioria dos lugares do país é do primeiro tipo: cerca de 75 em cada 100 lugares registados pertencem a instituições sem fins lucrativos.
Nos lares com acordo, a Segurança Social paga uma parte diretamente à instituição. A família paga o resto. Estes valores são públicos e foram atualizados em 2026.
| Resposta | Antes | Desde 2026 | Subida |
|---|---|---|---|
| Lar (ERPI) | 666,90 € | 730,26 € | +9,5 % |
| Centro de dia | 181,48 € | 199,63 € | +10 % |
Valores por vaga e por mês, pagos pela Segurança Social à instituição, não pela família. Fonte: comunicado do Governo de 15 de abril de 2026, com efeitos retroativos a janeiro.
Quanto maior a fatia de lugares em instituições sem fins lucrativos, maior a probabilidade de encontrar uma vaga cuja mensalidade é calculada sobre o rendimento. Nos distritos do fim da lista, o mercado privado pesa mais e os valores tendem a ser de tabela.
| Distrito | Sem fins lucrativos | Privados | Peso do setor social |
|---|---|---|---|
| Beja | 4.270 | 62 | 99 % |
| Portalegre | 4.146 | 84 | 98 % |
| Guarda | 8.065 | 615 | 93 % |
| Viana do Castelo | 3.761 | 389 | 91 % |
| Castelo Branco | 5.708 | 629 | 90 % |
| Viseu | 9.199 | 1.486 | 86 % |
| Évora | 4.046 | 678 | 86 % |
| Aveiro | 8.057 | 1.442 | 85 % |
| Bragança | 3.964 | 736 | 84 % |
| Braga | 10.694 | 2.398 | 82 % |
| Coimbra | 8.658 | 2.096 | 81 % |
| Vila Real | 4.635 | 1.221 | 79 % |
| Santarém | 7.497 | 2.763 | 73 % |
| Leiria | 7.185 | 2.815 | 72 % |
| Porto | 13.260 | 6.307 | 68 % |
| Setúbal | 6.477 | 3.285 | 66 % |
| Faro | 4.515 | 2.375 | 66 % |
| Lisboa | 19.618 | 16.144 | 55 % |
Lugares registados na Carta Social, lares e apoio ao domicílio somados.
A diferença entre dois orçamentos raramente está no número. Está no que cada um inclui. Vale a pena perguntar sempre:
Encontra na internet tabelas com valores médios por região. Quase todas resultam de estimativas de quem as publica, não de preços confirmados pelas instituições. Um número redondo numa tabela dá uma sensação de certeza que não corresponde a nada.
Nas fichas só mostramos o preço de uma casa quando foi a própria instituição a dá-lo. Quando diz “sob orçamento”, é porque não temos um valor que possamos garantir. Nos lares privados indicamos também a média nacional do estudo mais completo que existe, o 4.º Retrato das Residências Sénior da Via Sénior (janeiro de 2026, com cerca de 45% das camas privadas do país): 1 921 € por mês num quarto individual e 1 717 € num duplo. É uma referência, não o preço de nenhuma casa.
Diga-nos de que zona precisa e que tipo de apoio procura. Encaminhamos o pedido para instituições que respondem nessa área e recebe valores reais, para a situação concreta, sem ter de repetir a mesma conversa dez vezes.
Pedir propostasCentro de dia e apoio domiciliário seguem a mesma lógica do lar: com acordo, a mensalidade é uma percentagem do rendimento.